7 Virtudes Mortais
O que sabemos realmente sobre o pecado? Serão questões bíblicas que nos são colocadas para nos guiar por um caminho de moralidade, disciplina e verdade? Serão observações sobre a forma como naturalmente agimos, levando-nos a resultados menos cívicos? Ou será apenas uma visão mais fantasiosa, onde o medo de pecar está ligado à ideia de não alcançar o céu?
Mas, para existir sombra, algo tem de iluminar. É aqui que entram as virtudes, como um farol moral que nos orienta na “tempestade” da vida. Existe um herói para cada vilão, e neste caso não é diferente.
São como destinos marcados num mapa caminhos que, por vezes, sentimos serem difíceis de percorrer. Este projeto representa, para mim, um destaque do traço humano não como falha, mas como uma natureza incorrigível.
Encaro o pecado como uma extensão do nosso ser, onde ambas as possibilidades nos tornam reais: vis e incompreendidos, mas também justos e dignos de perdão. Com esta abordagem surge uma questão inevitável: como definimos a linha que separa o correto do incorreto? E será que essa linha realmente existe? Ou estaremos apenas a reformular o discurso e o conceito de ambos os lados, transformando tudo em mais uma ideia perdida no campo das utopias?
O meu projeto tomou um rumo abstrato, entregando ao observador um puzzle simples, onde a imagem final fica à responsabilidade de cada um.